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sábado, 26 de junho de 2010

Esse tal Bisfenol-A

Hoje quero convidar a todos para conhecer o site da Fernanda e da Fabiana, O tao do consumo e o blog Jornada aos restos do mundo que discutem o meio ambiente a partir do consumo e a geração de lixo, dando atenção especial às embalagens.
Uma das autoras, a Fernanda é mãe de duas meninas, de 4 e 1 ano, e tem se dedicado bastante a pesquisar sobre o bisfenol. O Tao e o blog são independentes e surgiram de uma preocupação com a saúde (em especial das crianças) e o meio ambiente.

O bisfenol-A é usado na fabricação do plástico. Segundo pesquisas, pode provocar puberdade precoce, câncer, alterações no sistema reprodutivo e no desenvolvimento hormonal, infertilidade, aborto e obesidade. Por conta disso, já foi banido da Dinamarca, Canadá e Costa Rica. Na França, o projeto de lei de proibição do bisfenol-A já foi aprovado no senado e aguarda a passagem para a próxima instância. Nos Estados Unidos, vários estados e cidades já proíbem o uso do químico em produtos infantis.
Mas e o Brasil?
Por aqui, a Anvisa continua liberando o uso de bisfenol na fabricação de mamadeiras, copinhos, pratinhos e brinquedos. E é por isso que criamos esse selo. Queremos, assim como foi no Canadá, a partir de uma revolução feita por mães, pedir a proibição do bisfenol nesses produtos.

No ano passado eu já havia colocado aqui no Mundo do Pedro uma matéria da revista Crescer que falava exatamente sobre o Bisfenol-A. Dá uma olhadinha:

terça-feira, 7 de julho de 2009

Mamadeira de plástico faz mal?


Mamadeira de plástico faz mal?


O governo americano diz que não, mas é cada vez maior o número de pesquisas que comprovam que a substância contida nas mamadeiras e em outros utensílios de plástico podem ser perigosas.

Continua a polêmica sobre o uso de mamadeiras plásticas nos Estados Unidos. O último estudo provocou ainda mais estardalhaço na imprensa internacional. Pesquisadores da faculdade de Saúde Pública de Harvard (Estados Unidos) analisaram por uma semana o nível de bisfenol na urina de 77 participantes que tomaram líquidos em garrafas de plástico. O resultado espanta: o aumento da concentração dessa substância na urina foi alto, chegando a 69%. Para os cientistas a situação seria mais grave quando o plástico é aquecido, ou seja, quando aquecemos a mamadeira e os potes de plástico.
A discussão já chegou ao Brasil, onde o objeto continua liberado. Dar ou não dar mamadeira de plástico? Para os especialistas, não há motivo para se desesperar, mas também não faz mal se precaver. "Se você já deu a mamadeira de plástico para seu filho, não se penalize. Não pense que ele fatalmente terá problemas, afinal, não há comprovações. Mas, se desconfiar do produto e ainda tiver tempo, opte pelo vidro que, inclusive, é mais fácil de limpar", diz Luciano Borges Santiago, vice-presidente do departamento científico de aleitamento materno da Sociedade Brasileira de Pediatria. Mas, nesses casos, além de não serem práticas, as mamadeiras de vidro podem quebrar.


É SEGURO OU NÃO?
Desde a década de 1990, discute-se se o bisfenol-a, composto químico que dá maleabilidade ao plástico, prejudica mesmo o desenvolvimento infantil. A substância é liberada no alimento quando a mamadeira é aquecida e pesquisas feitas em animais sugerem que ela imita o efeito do hormônio feminino estrogênio.
As consequências no corpo humano, sugerem as pesquisas, podem ser desastrosas: problemas no aparelho reprodutor (entre eles, diminuição da testosterona, aumento dos testículos e puberdade precoce), predisposição para câncer, diabetes e hiperatividade. Por aqui, a Anvisa diz que não há motivos para se preocupar, pois o uso do bisfenol-a, dentro da quantidade estipulada pela lei (0,6 mg/kg), não é perigoso.
O governo americano também acha que não há motivo para tirar as mamadeiras de circulação. Após analisar estudos do FDA (agência que regula produtos alimentícios e farmacêuticos), eles deduziram que a quantidade e o tempo de exposição humana ao bisfenol-a não apresenta riscos. A substância é rapidamente metabolizada nos intestinos e fígado antes de cair na corrente sanguínea, sendo completamente eliminada pela urina.
A unanimidade está longe de acontecer. No Canadá, mamadeiras feitas com a substância estão proibidas. Na Califórnia (EUA), duas grandes redes americanas de lojas (Wal-Mart e Toys "R" Us) analisam seguir o mesmo exemplo. Ao lado deles, estudos como os da Yale School of Medicine (EUA) e da Universidade de Guelph (Canadá) descobriram que o bisfenol-a causa perda de conexão entre as células do cérebro, gerando problemas de memória e aprendizagem.
No Brasil, além da falta de alternativas às mamadeiras de plástico, as informações sobre o material usado nelas são escassas, uma vez que não há necessidade de colocar o nome da substância na embalagem. Para diminuir o contato com o bisfenol-a, você pode:
- Importar mamadeiras sem a substância. Normalmente, o bisfenol-a está presente no plástico número 7 (você vê essa identific
ação ao fundo do produto). Opte por números inferiores, como 3 ou 5 (normalmente, mais foscos). A de número 5 é feita de polipropileno.
- Não aqueça a mamadeira de plástico nem no microondas nem ao banho-maria. Melhor esquentar primeiro em um recipiente de vidro e, apenas depois, passar para a mamadeira
- Deixe o alimento o mínimo possível dentro do recipiente
- O momento da es
terilização também pode liberar a substância, mas é necessário para garantir a limpeza da mamadeira. A saída, então, é esperar o recipiente esfriar, lavar em água corrente e, apenas depois, colocar o alimento na mamadeira.

Eu e o Tiago optamos a dois meses pela troca das mamadeiras por copos de treinamento. Escolhemos o novo CUP ACTIVE da NUK. Entrei em contato com o SAC da NUK e fui informada que esse copo não contém o Bisfenol-A, o que é maravilhoso e nos deixa bem mais tranquilos. E o Pedrinho simplesmente amou seu copo novo!
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